Sábado, Junho 12, 2004
"Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
there's a heaven above you baby
And don't you cry tonight" - GNR
Tá bom. Dia 12 de junho foi inventado pelo comércio. Vende-se mais e mais caro agrados para a alma gêmea. Dia dos namorados é todo dia. Fazer aquele agrado inesperado, aquela ligação supresa¿ Isso sim é legal, pq de forma ou outra, espera-se algo no dia 12 do parceiro. Nem mesmo para haver uma sincronização com o tal o 14 de fevereiro, o Valentine¿s Day americano que surgiu devido ao dia de São Valentim.
Porém, para mim, nada melhor do que ter uma boa desculpa para falar pra vc, KeKa, que TE AMO MUITO!!!! E o qt vc é importante e crucial na minha vida. Ter vc como namorada é ganhar na mega-sena acumulada sozinho. Claro, discursos de casais apaixonados sempre existem nessa época do ano, mas somente nós 2 sabemos a real importância que temos um para o outro, e como somente nós somos capazes de enfrentar a distância com forca e coragem. Por isso que se existe alguma real importância no dia 12, nós a merecemos mais do que muitos casais¿ehehehehe¿. Te Amo lindinha.
Ps:Além de dia ser dia dos namorados, dia 12 lembramos de outra data importante né meu amor? =***
Ps2: Julho tá chegandoooooooooo¿¿.
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Sexta-feira, Junho 11, 2004
"You talk about it
Don't know what you want
In the back of someone else's car" - Velvet Revolver
Seguinte, o texto abaixo é o texto oficial do show do Velvet Revolver e será publicado no Whiplash.Net (veja aí no sessão "eu recomendo" e leia lá caso queira...), mas já irei adiantar aqui......
Por: Bruno Romani
VELVET REVOLVER AO VIVO EM SAN FRANCISCO, CA ¿07/06/04
Fama, pose, Guns n¿ Roses, pretígio, brigas, drogas, Stone Temple Pilots, mídia, marketing. O nome Velvet Revolver carrega e põe a prova tantos estigmas que fica difícil não sentir-se envolvido pelo clima criado em torno do grupo resultante da amalgamação da voz do Stone Temple Pilots com o corpo do Guns n¿ Roses. A melhor maneira, porém, de comprovar ou não se tal união é um casamento de fachada, tipo "golpe do baú," é assistindo a uma apresentação dos rapazes.
Não à toa, a banda vem fazendo turnê em terras estadunidenses antes mesmo de seu primeiro álbum atingir as prateleiras das lojas. No último dia 7 de junho foi a vez de San Francisco, California receber o grupo liderado pelo vocalista Scott Weiland e pelo guitarrista Slash. A apresentação ocorreu no tradicional teatro Warfield, o mesmo que há 13 anos atrás abrigou as primeiras datas da turnê Use Your Illusion do Guns n¿ Roses.
Nessa nova união, velhas manias permanecem intactas. Ao início do show, aquela voz rouca e intensa que provavelmente anunciou todos os shows do GNR apresenta a banda ao público. No palco Scott Weiland carrega seu mega-fone, brinquedinho consagrado nos tempos de STP. E para o primeiro bis, Slash carrega na cabeça a cartola que o ajudou-lhe a se transformar num ícone da música.
Como reza a boa tradição do rock n roll, o início do show transbordava de energia mesmo com grande parte do público não conhecendo as novas canções. O baixo "espacial" de Duff introduziu "Sucker Train Blues." Uma música sobre sexo ("Do it for the Kids") e uma alfinetando a atual situação política nos EUA ("Headspace") fizeram parte da sequência que preparou bem os fãs para enfim vibrar com o clássico "Crackerman" do STP.
Interessante notar as mudanças que somente um novo relacionamento traz as pessoas. Slash se contém para não derramar horas e horas de solos numa época em que tocar guitarra virou motivo de piada. Duff usou distorção no baixo por vários momentos, e Matt Sorum mostrou uma técnica que ainda engatinhava nos tempos de GNR. "Big Machine," uma canção no estilo "Tiny Music¿" do STP, demonstra essa adaptação do trio, que deixou as melodias envolventes de Weiland dominarem as ações.
Por outro lado, Weiland vê-se obrigado a deixar a banda tocar e por vezes ele até se arrisca a adentrar território sagrado. Assim, rolou uma grande "jam" regada a solos "Slashianos" durante "Illegal I," enquanto o vocalista produzia sons num teclado postado no lado esquerdo do palco. Dessa maneira, a banda vai dando sinais de que o nome Velvet Revolver é para valer!
A confiança de cada figura no palco é fator fundamental para a base sólida que vem sendo construída pela banda. Cada integrante fala e se move com enorme consciência de seus papéis como ídolos. . Duff é simplesmente "cool" na sua maneira de portar-se no palco. Slash é provavelmente a última lenda da guitarra nascida. E Scott Weiland é um grande front man. Matt Sorum também teve seu momento de glória ao voltar sozinho ao palco para o segundo bis. Ele começou a tocar "You Could be Mine" e na sequência emendou a dançante batida de "Mr. Brownstone" para delírio do teatro. Até Dave Kushner, cuja presença é ignorada pela maioria, pula e se move sem parar, explorando cada canto do palco.
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o quão entrosados estão os membros da banda, a cena protagonizada por Slash e Weiland no final do primeiro bis foi simbólica. Enquanto o primeiro solava em "Sex Type Thing" do STP, o segundo deitou-se sobre seus joelhos e simulava movimentos sexuais contra a perna esquerda do guitarrista. Orgasmo mesmo quem atingiu, no entanto, foi a platéia com a metade final do show.
Além das velhas conhecidas "It¿s so Easy" (introduzida propriamente por Duff), "I Used to Love Her" (ótima na voz de Weiland), "Mr. Brownstone" e "Sex Type Things," o single "Slither" e a já clássica "Set Me Free" levantaram o público.
O único quesito no qual as partes parecem ainda estar à procura de um denominador comum é no que se refere a "baladas." "Fall to Pieces" esfriou consideravelmente os fãs, fazendo inclusive com que as pessoas na porção superior do teatro se sentassem. O refrão não colou, e por mais que Slash tenha se esforçado, a inércia por parte da galera foi mais forte. Fazendo uma breve recaptulação, os ex-membros do GNR não tocam baladas desde que deixaram de acompanhar Axl Rose em jornadas épicas como "November Rain" e "Estranged."
Como todo casamento, os "familiares" estão tendo que se adaptar a nova situação. Muitas "viúvas" de Axl Rose ainda reclamam por Weiland ter tomado lugar do eterno vocalista do GNR. Outros tantos fãs do STP ainda preferem ver Weiland comandando os irmãos De Leo. No entanto, Velvet Revolver é o nome responsável para trazer de volta ao mainstream tanto o trio do Guns quanto a o vocal do STP.
Ao final do show, uma justa homenagem a Kurt Cobain. O cover de "Negative Creep" prestou tributo àquele que serviu de ponte de transição entre a geração do GNR e a do STP. Afinal, todo namoro começa com alguém "agitando" as partes.
Após a hora e meia no Warfield, fica a impressão de que o casamento pode ser feliz e verdadeiro. Que seja eterno enquanto dure!
SET-LIST:
-Sucker Train Blues
-Do It For the Kids
-Headspace
-Crackerman
-Illegal I
-It¿s so easy
-Fall to Pieces
-Big Machine
-Superhuman
-Set me Free
Bis:
-I Used to Love Her
-Slither
-Sex Type Things
Bis 2:
-Mr. Brownstone
-Negative Creep (Nirvana Cover)
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Terça-feira, Junho 08, 2004
Eu vi o VELVET REVOLVER -(Slash, Duff, Matt Sorum e Scott Weiland)!!!!!! Fuck Yeah!!!!
14 de Janeiro de 2001,
O esquisito guitarrista Buckethead prepara-se para solar durante a apresentacão daquela trupê que Axl Rose insiste em chamar de Guns N Roses. Enquanto a maioria aplaude e delira, um grito corta o ar. "Slash," dizia a minha voz naquela noite para estranheza dos que estavam a minha volta.
07 de junho de 2004,
Finalmente os ecos desse grito atingiram o endereço certo. A apresentacão do Velvet Revolver em San Francisco foi maravilhosa, certeira, inesquecível. Maravilhosa porque ali na minha frente eu vi os caras que são a razão por eu gostar de música hoje em dia. E como a música me trouxe coisas boas. Certeira porque Slash, Duff e Matt Sorum são simplesmente as engrenagens perfeitas dessa máquina chamada rock n roll. Inesquecível porque eu cresci com pôsteres do GNR na minha parede. Além extâse por ver os caras que eu sempre vi em vídeo, ouvi em milhares de shows piratas e colecionei revistas e camisetas, o show do Velvet Revolver ainda trouxe pelas mãos o vocalista da banda que eu mais aprendi admirar depois do GNR. Já havia visto o STP ao vivo, mas é sempre bom ver o Scott empunhando o mega-fone e se contorcendo como lagartixa.
Slash é tudo isso que falam mesmo. Foda na guitarra e muito carismático. Quando ele colocou a cartola na cabeça, os anos passaram-se diantes dos meus olhos. Senti um arrepio, lembrei de meus amigos e um sorriso me veio na cara.
O que falar do Duff? O cara que por anos me serviu de inspiração como baixista. Até hj ainda imito certas coisas do Duff qd toco. Emocionante ver aquele cara que serviu pra vc omo exemplo. Eu toco baixo por causa de Duff Mckagan, and he¿s so fuckin cool.
Matt Sorum tá tocando mto mais a sua DW doq na época do Guns. E os 3, somados ao Scott, esbanjam uma confiança gigantesca. Os caras já não podem ser mais considerados pessoas normais. Eu via ali na minha frente semi-deuses praticamente. Figuras intocáveis, Ícones!!!!
Ao final, só posso lembrar daquele grito no Rock in Rio e confirmar que eu estava correto. GNR não é mesmo somente aquele poço de banhas chamado Axl Rose rodeado por uma trupê tipo os Saltimbancos. Agora já posso me aposentar que qualquer show!!!
Ps: eu estava meio murcho e me sentindo velho pra shows mas eles definitivamente me ressuscitaram.
Ps2: sim, ele tocaram coisas do GNR ¿ It¿s so easy, I Used to Love Her e Mr. Browsntone e eles tocaram STP tb ¿ Crackerman e Sex Type Thing e rolou até um cover do Nirvana ¿ Negative Creep.
PS3: logo público o texto ou a review oficial tnto aqui como no Whiplash.Net
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